Meu novo artigo:
O ataque dos Estados Unidos contra a Síria com o lançamento de 103 mísseis de última geração foi na verdade mais um espetáculo midiático, embora caracterize gravíssima agressão contra uma nação e sua população que já vive uma guerra cruenta de 7 anos. O próximo alvo será, como todos já sabem, o Irã.
Pouca gente acredita na justificativa norte-americana das “armas químicas” para lançar contra Damasco poderosos artefatos, interceptados em mais de dois terços pela defesa antiaérea Síria, equipada com sistema antimísseis de fabricação russa, um tremendo revés militar para os EUA.
Esse pretexto já foi utilizado outras vezes, como na invasão contra o Iraque, revelando-se depois uma grande farsa montada pelo governo dos Estados Unidos, com apoio maciço da grande mídia internacional.
A diferença atual é que a Rússia recuperou seu protagonismo de potência global, perdida com a debacle da extinta URSS e o período de Boris Yeltsin, além da meteórica ascensão da China como força de primeira grandeza na economia mundial e seu inquestionável arsenal bélico, atômico, que rivaliza com a Rússia e os EUA.
O ataque à Síria tem outros fatores como a política doméstica norte-americana, onde se trava uma guerra furiosa pelo poder desde a eleição de Donald Trump, histriônico e estabanado bilionário que derrotou Hillary Clinton, candidata do Mercado financeiro associado à grande mídia.
O fato é que a geopolítica mundial se alterou profundamente desde a entronização da Nova Ordem e a hegemonia unipolar dos Estados Unidos durante boa parte do segundo milênio. Vivemos hoje os tempos de uma Nova Guerra Fria com ingredientes cibernéticos que os especialistas chamam de Guerra de 4a geração.
Os ataques contra os Estados nacionais começam pela desestabilização econômica, cultural, as “polarizações induzidas”, a fratura do espírito de pertencimento, identidade social em comum na sociedade.
É o caso do Brasil onde as instituições da República estão à deriva e, através da grande mídia e do Mercado rentista, fomenta-se o ódio delirante e galopante.
Destroem a vida democrática, sequestra-se o sentimento nacional, semeiam a desorientação social, o narcisismo político, a ausência de rumos.
Torna-se urgente resgatar a união do povo brasileiro e a democracia, em uma das maiores ameaças da sua História.
quinta-feira, 19 de abril de 2018
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Sob fogo intenso
Meu novo artigo:
A prisão do ex-presidente Lula revela-se óbvia ação contra os direitos democráticos. O julgamento do pedido de habeas corpus a seu favor e a sua negação em um Supremo Tribunal Federal dividido indicam que existe também na Suprema Corte do País uma aberta batalha pela democracia no Brasil.
O que estamos assistindo, inclusive no STF, é um confronto de concepções opostas sobre o que diz a Constituição de 1988, entre a sua flexibilização em prol de um Estado autoritário cada vez mais presente e o efetivo respeito à sua interpretação.
A carta maior da nação foi um pacto celebrado por amplos setores da sociedade, com a participação da população brasileira.
Na sessão do STF acompanhada por toda a nação e os olhos e ouvidos da opinião pública mundial, alguns ministros se agigantaram com os seus votos apesar da violenta pressão, violenta é a palavra definitiva, da grande mídia global que é parte essencial da escalada autoritária antinacional e antidemocrática em curso.
Destaca-se, entre outros, o voto do ministro decano Celso de Mello, uma excepcional aula de Direito penal e constitucional, que lembra os momentos históricos do Direito nativo e internacional, honrando as grandes lições da advocacia e da justiça em toda sua trajetória.
O Brasil sofre, já faz alguns anos, uma Guerra Híbrida que é na verdade um sucedâneo da Guerra Fria, mas de igual ou maior periculosidade, com agressões e subversões contra os povos e os Estados nações.
A Guerra Híbrida vem se mostrando poderosíssima, instrumentalizada pela grande mídia global, pela revolução tecnológica e a cibernética com seus desdobramentos na internet, através das redes sociais propagadas como nova face das liberdades individuais, da informação democratizada.
Mas os fatos atuais, as denúncias sobejamente comprovadas mostram sua manipulação pelas grandes potências e os interesses do Mercado financeiro rentista.
Fomentam delírios galopantes, esgarçamento da sociedade, ódios incontidos, caracterizando uma guerra psicológica cujos alvos são a democracia, as liberdades políticas e individuais, a união do tecido social, a desconstrução do patrimônio nacional etc.
Mas o Brasil é inevitável em sua integridade física, na sua civilização tropical, original e promissora, na irredenta vocação pelas liberdades políticas do seu povo.
A prisão do ex-presidente Lula revela-se óbvia ação contra os direitos democráticos. O julgamento do pedido de habeas corpus a seu favor e a sua negação em um Supremo Tribunal Federal dividido indicam que existe também na Suprema Corte do País uma aberta batalha pela democracia no Brasil.
O que estamos assistindo, inclusive no STF, é um confronto de concepções opostas sobre o que diz a Constituição de 1988, entre a sua flexibilização em prol de um Estado autoritário cada vez mais presente e o efetivo respeito à sua interpretação.
A carta maior da nação foi um pacto celebrado por amplos setores da sociedade, com a participação da população brasileira.
Na sessão do STF acompanhada por toda a nação e os olhos e ouvidos da opinião pública mundial, alguns ministros se agigantaram com os seus votos apesar da violenta pressão, violenta é a palavra definitiva, da grande mídia global que é parte essencial da escalada autoritária antinacional e antidemocrática em curso.
Destaca-se, entre outros, o voto do ministro decano Celso de Mello, uma excepcional aula de Direito penal e constitucional, que lembra os momentos históricos do Direito nativo e internacional, honrando as grandes lições da advocacia e da justiça em toda sua trajetória.
O Brasil sofre, já faz alguns anos, uma Guerra Híbrida que é na verdade um sucedâneo da Guerra Fria, mas de igual ou maior periculosidade, com agressões e subversões contra os povos e os Estados nações.
A Guerra Híbrida vem se mostrando poderosíssima, instrumentalizada pela grande mídia global, pela revolução tecnológica e a cibernética com seus desdobramentos na internet, através das redes sociais propagadas como nova face das liberdades individuais, da informação democratizada.
Mas os fatos atuais, as denúncias sobejamente comprovadas mostram sua manipulação pelas grandes potências e os interesses do Mercado financeiro rentista.
Fomentam delírios galopantes, esgarçamento da sociedade, ódios incontidos, caracterizando uma guerra psicológica cujos alvos são a democracia, as liberdades políticas e individuais, a união do tecido social, a desconstrução do patrimônio nacional etc.
Mas o Brasil é inevitável em sua integridade física, na sua civilização tropical, original e promissora, na irredenta vocação pelas liberdades políticas do seu povo.
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Delírio
Meu novo artigo:
O clima de, quase, total desencontro em que vive a nação brasileira, moída em uma espécie de presente contínuo infindável, impede a capacidade de enxergar a complexidade e sofisticação da Guerra Híbrida a que o Brasil vem sendo submetido em movimentos ensaiados e sistemáticos.
As ações programadas, através da grande mídia, com vistas a satanizar a China, a expulsão dos diplomatas russos em Países da Europa ocidental, a campanha contra a cultura dessas e outras nações, criando um exército de reserva “pseudointernacionalista” de ativistas do “politicamente correto” a serviço do Mercado rentista, contra a soberania dos povos, não são apenas notícias: fazem parte de uma nova forma de guerra mundial e muito real que envolve o planeta.
Com a intenção do desmonte territorial, financeiro e cultural dos Países que possam vir a atuar com algum protagonismo na geopolítica global. Mas a intoxicação de vários estamentos pensantes é tal que muitos perderam o norte ou não querem refletir sobre o curso dos acontecimentos.
Alguns setores “ultristas” antípodas, inclusive fascistas, como dizia Darcy Ribeiro banido no índex do “politicamente correto” assim como o pernambucano Gilberto Freyre, atestam a cultura da intolerância, a desorientação de parte da Inteligência nativa.
O julgamento do ex-presidente Lula é parte desse cenário onde forças desagregadoras, com o firme apoio da mídia global associada ao Mercado especulativo, por mais que tentem negar, movem-se contra os interesses nacionais.
As instituições republicanas foram levadas, como uma novela, à descaracterização de suas funções constitucionais e, nesses casos, muitos dos seus representantes consumidos na imensa fogueira das vaidades, alimentada pela grande mídia num combustível altamente inflamável.
Os poderes da República estão à deriva, a Constituição, a democracia mutiladas. É o retrato do Brasil que vários se recusam a enxergar ou foram engolidos por uma onda de delírio galopante pautada pela mídia global e redes sociais, sobejamente comprovadas como agentes na manipulação da cidadania.
Hoje prevalece o esgarçamento do País, quando o Brasil necessita com rara urgência de lideranças e políticas de coesão nacional que aglutinem a sociedade em defesa de um novo projeto de desenvolvimento, da democracia, do seu protagonismo soberano e solidário.
O clima de, quase, total desencontro em que vive a nação brasileira, moída em uma espécie de presente contínuo infindável, impede a capacidade de enxergar a complexidade e sofisticação da Guerra Híbrida a que o Brasil vem sendo submetido em movimentos ensaiados e sistemáticos.
As ações programadas, através da grande mídia, com vistas a satanizar a China, a expulsão dos diplomatas russos em Países da Europa ocidental, a campanha contra a cultura dessas e outras nações, criando um exército de reserva “pseudointernacionalista” de ativistas do “politicamente correto” a serviço do Mercado rentista, contra a soberania dos povos, não são apenas notícias: fazem parte de uma nova forma de guerra mundial e muito real que envolve o planeta.
Com a intenção do desmonte territorial, financeiro e cultural dos Países que possam vir a atuar com algum protagonismo na geopolítica global. Mas a intoxicação de vários estamentos pensantes é tal que muitos perderam o norte ou não querem refletir sobre o curso dos acontecimentos.
Alguns setores “ultristas” antípodas, inclusive fascistas, como dizia Darcy Ribeiro banido no índex do “politicamente correto” assim como o pernambucano Gilberto Freyre, atestam a cultura da intolerância, a desorientação de parte da Inteligência nativa.
O julgamento do ex-presidente Lula é parte desse cenário onde forças desagregadoras, com o firme apoio da mídia global associada ao Mercado especulativo, por mais que tentem negar, movem-se contra os interesses nacionais.
As instituições republicanas foram levadas, como uma novela, à descaracterização de suas funções constitucionais e, nesses casos, muitos dos seus representantes consumidos na imensa fogueira das vaidades, alimentada pela grande mídia num combustível altamente inflamável.
Os poderes da República estão à deriva, a Constituição, a democracia mutiladas. É o retrato do Brasil que vários se recusam a enxergar ou foram engolidos por uma onda de delírio galopante pautada pela mídia global e redes sociais, sobejamente comprovadas como agentes na manipulação da cidadania.
Hoje prevalece o esgarçamento do País, quando o Brasil necessita com rara urgência de lideranças e políticas de coesão nacional que aglutinem a sociedade em defesa de um novo projeto de desenvolvimento, da democracia, do seu protagonismo soberano e solidário.
quarta-feira, 28 de março de 2018
1984
Meu novo artigo:
O livro Destino manifesto: democracia como dissonância cognitiva, de F. W. Engdahl, foi lançado recentemente e se tornou um sucesso editorial. A razão por tal procura é a abordagem de um assunto que desperta crescente interesse em todo o mundo.
Considerando o prefácio, o autor procura destrinchar os mecanismos das chamadas “revoluções coloridas” que têm pipocado no planeta.
Segundo Engdahl os Estados Unidos desenvolveram e refinaram mecanismos que procuram desestabilizar qualquer nação que lhe faça oposição séria ou que por motivos geopolíticos possa vir a exercer algum protagonismo, regional, global, considerado entrave à sua hegemonia.
O autor comenta o papel de várias ONGs que desempenham funções desestabilizadoras tais como a Open Society Foundation, Freedom House etc. Todas, evidentemente, com recursos de megaespeculadores do Mercado financeiro como George Soros e outros.
No começo da Guerra Fria em 1945 o escritor George Orwell, um trotskista desencantado, escreveu o livro 1984 profetizando uma humanidade totalitária sob a égide do socialismo. Nunca saberá que no século XXI o totalitarismo vai se tornando realidade pelas mãos do capital rentista.
No novo milênio produziu-se uma nova arma usada sistematicamente: a Guerra Híbrida, cuja face aberta tem sido as “Revoluções Coloridas”, com o objetivo de abater as nações que almejem protagonismo econômico, geopolítico. “Colorida” que veio da “revolução laranja” na Ucrânia, da “rosa” na Geórgia etc.
Especialistas já estão cansados de afirmar que o Brasil vive uma Guerra Híbrida, uma Revolução Colorida, onde a mídia global joga papel estratégico através da indução à polarização de grupos “ultristas”, entre o chamado politicamente correto e setores de extrema direita.
O atentado à caravana do ex-presidente Lula, que visa criar condições favoráveis para prendê-lo, e outros fenômenos sociais psicoemocionais são parte de um clima de delírio galopante. E na linguagem de Engdahl, buscam impor a fake democracia, a desconstrução econômica, social, política, a liderança regional do Brasil.
É urgente que democratas e patriotas agigantem-se em defesa da nação, de um novo projeto de desenvolvimento econômico, da via política democrática, da soberania nacional, ou os mentores dessa Guerra Híbrida assumirão inapelavelmente o destino do País.
O livro Destino manifesto: democracia como dissonância cognitiva, de F. W. Engdahl, foi lançado recentemente e se tornou um sucesso editorial. A razão por tal procura é a abordagem de um assunto que desperta crescente interesse em todo o mundo.
Considerando o prefácio, o autor procura destrinchar os mecanismos das chamadas “revoluções coloridas” que têm pipocado no planeta.
Segundo Engdahl os Estados Unidos desenvolveram e refinaram mecanismos que procuram desestabilizar qualquer nação que lhe faça oposição séria ou que por motivos geopolíticos possa vir a exercer algum protagonismo, regional, global, considerado entrave à sua hegemonia.
O autor comenta o papel de várias ONGs que desempenham funções desestabilizadoras tais como a Open Society Foundation, Freedom House etc. Todas, evidentemente, com recursos de megaespeculadores do Mercado financeiro como George Soros e outros.
No começo da Guerra Fria em 1945 o escritor George Orwell, um trotskista desencantado, escreveu o livro 1984 profetizando uma humanidade totalitária sob a égide do socialismo. Nunca saberá que no século XXI o totalitarismo vai se tornando realidade pelas mãos do capital rentista.
No novo milênio produziu-se uma nova arma usada sistematicamente: a Guerra Híbrida, cuja face aberta tem sido as “Revoluções Coloridas”, com o objetivo de abater as nações que almejem protagonismo econômico, geopolítico. “Colorida” que veio da “revolução laranja” na Ucrânia, da “rosa” na Geórgia etc.
Especialistas já estão cansados de afirmar que o Brasil vive uma Guerra Híbrida, uma Revolução Colorida, onde a mídia global joga papel estratégico através da indução à polarização de grupos “ultristas”, entre o chamado politicamente correto e setores de extrema direita.
O atentado à caravana do ex-presidente Lula, que visa criar condições favoráveis para prendê-lo, e outros fenômenos sociais psicoemocionais são parte de um clima de delírio galopante. E na linguagem de Engdahl, buscam impor a fake democracia, a desconstrução econômica, social, política, a liderança regional do Brasil.
É urgente que democratas e patriotas agigantem-se em defesa da nação, de um novo projeto de desenvolvimento econômico, da via política democrática, da soberania nacional, ou os mentores dessa Guerra Híbrida assumirão inapelavelmente o destino do País.
quinta-feira, 22 de março de 2018
Os vira-latas batem às portas da OECD, por André Araújo
Artigo de André Araújo:
A Organização Europeia para Cooperação e Desenvolvimento é conhecida como o “Clube dos Ricos”. Na verdade essa entidade é uma reconfiguração do órgão gestor do European Recovery Plan, na prática a “Administração do Plano Marshall”, instalada pelos EUA em Paris em 1948 no Chateau de la Muette, antiga residência das amantes do Rei Luis XV, Madame de Pompadour e Madame Dubarry. A atual OECD é anterior à própria União Europeia, que a sobrepõe, deixando a impressão de ser hoje uma burocracia a procura de razão para existir.
Encerrado o Plano Marshall a administração desse vasto programa de recuperação da economia europeia virou a atual OECD, entidade que visa tratar de temas comuns da economia de seus membros, que hoje são 34, incluindo países não europeus como EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Coreia do Sul, Chile, Israel e México.
O Secretário-Geral desde 2005 é o ex-Ministro da Fazenda do México ( 1994-1997) do governo Zedillo, Angel Gurria, um notório e agressivo neoliberal dos anos 90, sendo estranho um mexicano liderando uma entidade de expressão europeia, mas é explicável porque o comando politico da OECD é dos EUA, seu principal financiador com 80 milhões de dólares por ano e Gurria é um completo serviçal dos interesses americanos desde que foi o negociador mexicano do fatídico tratado NAFTA. Esse tratado hoje é renegado pelo governo Trump, que despreza e espezinha o México como um mendigo na rua, humilhando esse outrora orgulhoso Pais com um vexatório muro, como a separar mestiços criminosos de brancos sadios.
Os neoliberais mexicanos, de Salinas a Zedillo foram os responsáveis por essa diminuição de estatura de um País prestigiado por sua política externa independente, que negou relações com a Espanha franquista até a morte do ditador, foi o primeiro país do mundo a nacionalizar o petróleo, hospedou Trotsky, que era escorraçado no mundo inteiro, todo esse imenso legado de um regime altivo de grande País foi jogado no lixo por figuras subalternas do neoliberalismo como Angel Gurria. Ele que, no mês passado, veio ao Brasil nos passar lições arrogantes de como o País deve ser dirigido. Mas ele não veio por conta própria, veio a convite dos neoliberais brasileiros do mesmo naipe, que se sentiram honrados por receber seu colega de subserviência ao sistema econômico dos países centrais, papel a que se presta Gurria.
Angel Gurria foi também Ministro do Exterior do México (1998-2000) e foi o arquiteto da integração da economia mexicana na dos EUA. Ele é o criador do NAFTA pelo lado mexicano, fazendo o México abandonar sua histórica e respeitada politica externa independente ostentada durante a maior parte do Século XX, respeitada em todo o mundo. Hoje a integração que ele cultuou como grande obra está posta em cheque por Trump que chama os imigrantes mexicanos de vagabundos, assaltantes e estupradores, uma diáspora de milhões de trabalhadores valorosos essenciais para a economia de serviços dos EUA.
Gurria pode se gabar de ter colocado o México de joelhos e de forma humilhante perante os EUA, como sócio minoritário do NAFTA, esse mesmo outrora lendário pais da primeira Revolução do Século XX , de Pancho Villa e Emiliano Zapata, que transformaram o México em líder emblemático da América hispânica, país de sangrenta historia e orgulhosa cultura para se tornar como tributário menor da economia americana, hoje submetido à humilhação de um “muro da vergonha” para isolar os sujos mexicanos dos limpos americanos. Essa é a obra de Angel Gurria, líder da OECD que vem aqui dar pitacos para ver se o Brasil entra na OECD na mesma condição humilhante do México, aluno das lições neoliberais de segunda mãos que ele já veio nos dar com a mensagem de “ vocês devem se enquadrar” mais do que o Brasil já está.
Sua visão para o Brasil é desse viés, o Brasil como dependente do sistema neoliberal anglo-americano que hoje enfrenta desafios e contestações por todo lado, da Rússia à China, especialmente dentro de casa com uma inédita ruptura social da classe média que levou à eleição de Trump, ele mesmo um contestador da ordem globalista neoliberal, que ironia.
A presença de Gurria na Secretaria Geral é o maior indicativo dos caminhos da OECD.
Há por toda Europa estadistas mais qualificados para um cargo tão sensível do que esse ferrabrás neoliberal formado em Harvard que jogou fora a história do seu País para torná-lo uma dependência humilhada e desprezada dos Estados Unidos, modelo que os Meirelles daqui querem repetir como se fosse coisa boa, um Porto Rico maior.
Na verdade a OECD é uma anomalia e nem deveria existir. É uma entidade de “CAUSAS” e não de Estados, se propõe a liderar causas de todos os tipos por cima e acima dos Estados nacionais. O que aparecer no mercado de causas mediáticas e politicamente corretas a OECD abraça e torna sua bandeira, todas essas causas operam contra os Estados fracos.
Os EUA de hoje não dão a mínima importância à organização, uma espécie de sub-ONU regional mais focada em temas econômico-sociais do que em relações internacionais de natureza estratégica, a OECD prefere questões pacificadas do que áreas de conflito, abocanhando uma longa série de pequenos pedaços de soberanias em temas específicos, retirados da zona de decisão de Estados para colocá-los nas mãos de uma burocracia não-eleita, modelo que também é da União Europeia e que está causando grandes fissuras.
O Brasil apresentou sua candidatura em 30 de maio do ano passado sem qualquer discussão no Congresso ou em lugar algum, nem dentro do Governo e nem com a sociedade, mas tem aparentemente o veto dos EUA, enquanto a Argentina tem seu ingresso apoiado pelos EUA.
Pergunta-se, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Câmara dos Deputados foi ouvida sobre esse ingresso na OECD? E a Comissão de Relações Exteriores do Senado?
A adesão do Brasil a OECD não é coerente com uma estratégia de afirmação como pais de liderança especial entre os grandes emergentes. A OECD persegue uma visão neoliberal somada a uma filosofia excessivamente focada em multicuralismos com um viés iluminista e internacionalista que conflita com Estados com forte projeto nacional, como deveria ser o Brasil por sua dimensão geopolítica, ecológica, de recursos naturais e cultura multifacetada.
Há um enorme número de convenções, convênios, acordos e protocolos sobre múltiplos temas dentro do guarda chuva da OECD e um país uma vez aceito como membro deve aderir a esse vasto número de compromissos que significam uma parcial abdicação de soberania em significativo número de temas, não é portanto um clube social recreativo, há obrigações.
Antes mesmo do País ser aceito, veio ao Brasil uma delegação da OECD chefiada pelo inefável Secretário-Geral Angel Gurria, com sua voz rascante e em péssimo portunhol dando grande número de palpites no orçamento federal, a partir de um completo desconhecimento da realidade brasileira, mas sempre na linha do ajustismo “a la grega” tão desmoralizado, palpites que o Brasil não pediu e que aqui dentro a mídia vira-lata amplifica, espalha e usa como arma contra o Governo, quem precisa disso numa crise que já tem nossos ingredientes?
O Brasil entrar na OECD é ao fim reforçar forças dentro do País que produzem um mecanismo desagregador do Estado Nacional. Aliás, pelo perfil dos proponentes do ingresso do Brasil na OECD o que pretendem é comprar mais uma camisa-de-força para amarrar um futuro governo nacionalista dentro do “esquemão neoliberal globalista” onde os países são parte de uma engrenagem, o que pode funcionar para países pequenos, mas são incompatíveis com um País das dimensões geopolíticas de um grande Estado continental como é o Brasil.
Nos últimos vinte anos a OECD apontou artilharia pesadíssima contra paraísos fiscais a ponto de demonizá-los e praticamente liquidar com grande numero deles, algo que em nada diminuiu o tráfico, o terrorismo e a evasão fiscal, mas dificulta o movimento de capitais legítimos e a proteção de recursos financeiros de governos, sujeitando todos ao arresto comandado por Estados fortes, como os EUA fizeram com o Irã em 1979 e com a Líbia em 2012. É, na essência, a criação de um sistema de controle financeiro supranacional, visando colocá-lo dentro do arbítrio de uma vasta burocracia comandada por Washington sob o pretexto virtuoso de combater a “lavagem de dinheiro”, expressão que serve para enquadrar qualquer pessoa, empresa ou Estado que o Governo americano queira atingir.
A regra apresentada como causa nobre “combater o tráfico, a corrupção e o terrorismo” serve para desproteger as grandes petroleiras estatais que controlam 91,5% das reservas de petróleo do planeta tornando suas contas bancárias vulneráveis a arrestos e bloqueios comandados pelo Departamento de Justiça, sob o disfarce de uma causa nobre.
O leigo aplaudirá o desmonte dos paraísos fiscais, maior obra até hoje da OECD, mas sob a capa moralista está a submissão de todo dinheiro do mundo ao controle do Departamento do Tesouro dos EUA, através de sua poderosa Divisão Internacional. No passado quando um País enfrentava dificuldades cambiais e corria o risco de arresto e bloqueio de reservas depositadas no exterior, transferia a reserva essencial para importação de comida e matérias primas para a Suíça, para protegê-la de arrestos. O Brasil fez isso em suas moratórias. Hoje isso se tornou impossível porque a OECD conseguiu derrubar os paraísos fiscais suíço, luxemburguês e todos os do Caribe, sempre sob a capa nobre de “combate ao terrorismo, corrupção e tráfico” junto do que foi a legítima proteção de reservas internacionais. Os EUA são campeões nesse mecanismo, arrestando em 1979 US$ 109 bilhões das reservas do Irã que estavam depositadas em Londres, ultrapassando a soberania britânica que covardemente obedeceu as ordens do Departamento do Tesouro, dinheiro esse devolvido 36 anos depois pelo Governo Obama no âmbito do acordo com o Irã.
Até hoje os depósitos do Governo da Líbia na Europa, estimados em US$150 bilhões, estão arrestados, como também foram as reservas do Iraque de Saddam Hussein. Lembrando que a Suíça foi o último refúgio de dinheiro de refugiados europeus na Segunda Guerra, milhares de famílias conseguiram sobreviver e fugir porque conseguiram a proteção suíça para seu recursos financeiros de sobrevivência.
O pedido de ingresso do Brasil, protocolado em 30 de maio de 2017, tem ao que tudo indica o dedo do Ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que vê o Brasil como sócio menor e obediente do clube neoliberal, usando a desbotada desculpa de que ai ficaríamos melhor na foto sendo membro da OECD, os juros para empréstimos ao Brasil cairiam, não há indicação alguma que isso aconteça só porque o Brasil entrou no clube dos ricos, quer dizer que se o Brasil for bonzinho e simpático vão nos cobrar menos, é simplesmente ridículo, são bordões que se lançam no ar para leigos que nada entendem de economia. A Turquia é pais fundador da OECD e paga juros mais altos que o Brasil por razões próprias de sua economia.
Mas o pior que pode acontecer, e parece que é o que está acontecendo, é o Brasil pedir para entrar no clube pedante e ser rejeitado, é o apogeu da humilhação ao mesmo tempo que parece que a Argentina vai ser recebida com tapete vermelho porque sabe se apresentar melhor, afinal o Presidente Macri tem DNA italiano e parece um milanês rico, a Argentina é mais europeizada do que o Brasil tropical e os argentinos sempre se consideraram sub-europeus bem vestidos com aparência de ingleses que falam espanhol.
Além disso, por razões de ajuste ou má gestão, o Brasil tem atrasado sistematicamente o pagamento de seus compromissos com organismos multilaterais, a OECD significa um novo custo estimado em seis e meio milhões de dólares por ano, vamos atrasar também?
A perda de prestigio internacional do Brasil pode levar a uma recusa de seu ingresso na OECD, um vexame diplomático jamais sofrido pelo Brasil e que pode ser colocado na conta da trágica crise do Estado brasileiro causado pela autoflagelação e negação do Pais em nome de causas ao mesmo tempo em que o Estado brasileiro se decompõe na fracionamento de poderes que leva ao desprestigio diplomático de um dos maiores países do mundo.
Pedir para entrar no clube e ser barrado vai custar muito mais caro ao Brasil do que ficar de fora porque não faz questão de entrar, vale para o Country Club e para a OECD.
A maior prova da fragmentação de poderes é o pedido de ingresso na OECD ter partido, como todas as indicações apontam, do núcleo econômico porque acha que com isso o Brasil pagaria menores taxas de juros, uma fantasia. Quando o tema e todas suas implicações dizem respeito ao Estado e dentro deste ao Itamaraty, organismo secular que trata das relações internacionais do Pais, que não podem estar subordinadas a caixeiros de bancos, pessoas que não tem a experiência, o treinamento, a visão estratégica para temas diplomáticos, a entrada na OECD é um assunto de relações internacionais, não é assunto só de economia.
Lembrando que governos anteriores, por boas razões, não pediram ingresso na OECD, porque isso significa o Brasil assumir mais compromissos sem ter ganho algum, mais obrigações, mais custos, sem que se perceba que beneficio terá com tal filiação.
O processo do pedido de ingresso é claro: neoliberais DENTRO do Brasil querem amarar mais o Brasil ao “clube” neoliberal para dificultar os movimentos de qualquer novo governo progressista que assuma aqui, da mesma forma que os neoliberais brasileiros usavam o FMI para lhes dar força no Brasil, os aliados de fora apoiando os neoliberais de dentro, o velho truque de usar o estrangeiro como escudo para atingir objetivos anti-nacionais.
A Organização Europeia para Cooperação e Desenvolvimento é conhecida como o “Clube dos Ricos”. Na verdade essa entidade é uma reconfiguração do órgão gestor do European Recovery Plan, na prática a “Administração do Plano Marshall”, instalada pelos EUA em Paris em 1948 no Chateau de la Muette, antiga residência das amantes do Rei Luis XV, Madame de Pompadour e Madame Dubarry. A atual OECD é anterior à própria União Europeia, que a sobrepõe, deixando a impressão de ser hoje uma burocracia a procura de razão para existir.
Encerrado o Plano Marshall a administração desse vasto programa de recuperação da economia europeia virou a atual OECD, entidade que visa tratar de temas comuns da economia de seus membros, que hoje são 34, incluindo países não europeus como EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Coreia do Sul, Chile, Israel e México.
O Secretário-Geral desde 2005 é o ex-Ministro da Fazenda do México ( 1994-1997) do governo Zedillo, Angel Gurria, um notório e agressivo neoliberal dos anos 90, sendo estranho um mexicano liderando uma entidade de expressão europeia, mas é explicável porque o comando politico da OECD é dos EUA, seu principal financiador com 80 milhões de dólares por ano e Gurria é um completo serviçal dos interesses americanos desde que foi o negociador mexicano do fatídico tratado NAFTA. Esse tratado hoje é renegado pelo governo Trump, que despreza e espezinha o México como um mendigo na rua, humilhando esse outrora orgulhoso Pais com um vexatório muro, como a separar mestiços criminosos de brancos sadios.
Os neoliberais mexicanos, de Salinas a Zedillo foram os responsáveis por essa diminuição de estatura de um País prestigiado por sua política externa independente, que negou relações com a Espanha franquista até a morte do ditador, foi o primeiro país do mundo a nacionalizar o petróleo, hospedou Trotsky, que era escorraçado no mundo inteiro, todo esse imenso legado de um regime altivo de grande País foi jogado no lixo por figuras subalternas do neoliberalismo como Angel Gurria. Ele que, no mês passado, veio ao Brasil nos passar lições arrogantes de como o País deve ser dirigido. Mas ele não veio por conta própria, veio a convite dos neoliberais brasileiros do mesmo naipe, que se sentiram honrados por receber seu colega de subserviência ao sistema econômico dos países centrais, papel a que se presta Gurria.
Angel Gurria foi também Ministro do Exterior do México (1998-2000) e foi o arquiteto da integração da economia mexicana na dos EUA. Ele é o criador do NAFTA pelo lado mexicano, fazendo o México abandonar sua histórica e respeitada politica externa independente ostentada durante a maior parte do Século XX, respeitada em todo o mundo. Hoje a integração que ele cultuou como grande obra está posta em cheque por Trump que chama os imigrantes mexicanos de vagabundos, assaltantes e estupradores, uma diáspora de milhões de trabalhadores valorosos essenciais para a economia de serviços dos EUA.
Gurria pode se gabar de ter colocado o México de joelhos e de forma humilhante perante os EUA, como sócio minoritário do NAFTA, esse mesmo outrora lendário pais da primeira Revolução do Século XX , de Pancho Villa e Emiliano Zapata, que transformaram o México em líder emblemático da América hispânica, país de sangrenta historia e orgulhosa cultura para se tornar como tributário menor da economia americana, hoje submetido à humilhação de um “muro da vergonha” para isolar os sujos mexicanos dos limpos americanos. Essa é a obra de Angel Gurria, líder da OECD que vem aqui dar pitacos para ver se o Brasil entra na OECD na mesma condição humilhante do México, aluno das lições neoliberais de segunda mãos que ele já veio nos dar com a mensagem de “ vocês devem se enquadrar” mais do que o Brasil já está.
Sua visão para o Brasil é desse viés, o Brasil como dependente do sistema neoliberal anglo-americano que hoje enfrenta desafios e contestações por todo lado, da Rússia à China, especialmente dentro de casa com uma inédita ruptura social da classe média que levou à eleição de Trump, ele mesmo um contestador da ordem globalista neoliberal, que ironia.
A presença de Gurria na Secretaria Geral é o maior indicativo dos caminhos da OECD.
Há por toda Europa estadistas mais qualificados para um cargo tão sensível do que esse ferrabrás neoliberal formado em Harvard que jogou fora a história do seu País para torná-lo uma dependência humilhada e desprezada dos Estados Unidos, modelo que os Meirelles daqui querem repetir como se fosse coisa boa, um Porto Rico maior.
Na verdade a OECD é uma anomalia e nem deveria existir. É uma entidade de “CAUSAS” e não de Estados, se propõe a liderar causas de todos os tipos por cima e acima dos Estados nacionais. O que aparecer no mercado de causas mediáticas e politicamente corretas a OECD abraça e torna sua bandeira, todas essas causas operam contra os Estados fracos.
Os EUA de hoje não dão a mínima importância à organização, uma espécie de sub-ONU regional mais focada em temas econômico-sociais do que em relações internacionais de natureza estratégica, a OECD prefere questões pacificadas do que áreas de conflito, abocanhando uma longa série de pequenos pedaços de soberanias em temas específicos, retirados da zona de decisão de Estados para colocá-los nas mãos de uma burocracia não-eleita, modelo que também é da União Europeia e que está causando grandes fissuras.
O Brasil apresentou sua candidatura em 30 de maio do ano passado sem qualquer discussão no Congresso ou em lugar algum, nem dentro do Governo e nem com a sociedade, mas tem aparentemente o veto dos EUA, enquanto a Argentina tem seu ingresso apoiado pelos EUA.
Pergunta-se, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Câmara dos Deputados foi ouvida sobre esse ingresso na OECD? E a Comissão de Relações Exteriores do Senado?
A adesão do Brasil a OECD não é coerente com uma estratégia de afirmação como pais de liderança especial entre os grandes emergentes. A OECD persegue uma visão neoliberal somada a uma filosofia excessivamente focada em multicuralismos com um viés iluminista e internacionalista que conflita com Estados com forte projeto nacional, como deveria ser o Brasil por sua dimensão geopolítica, ecológica, de recursos naturais e cultura multifacetada.
Há um enorme número de convenções, convênios, acordos e protocolos sobre múltiplos temas dentro do guarda chuva da OECD e um país uma vez aceito como membro deve aderir a esse vasto número de compromissos que significam uma parcial abdicação de soberania em significativo número de temas, não é portanto um clube social recreativo, há obrigações.
Antes mesmo do País ser aceito, veio ao Brasil uma delegação da OECD chefiada pelo inefável Secretário-Geral Angel Gurria, com sua voz rascante e em péssimo portunhol dando grande número de palpites no orçamento federal, a partir de um completo desconhecimento da realidade brasileira, mas sempre na linha do ajustismo “a la grega” tão desmoralizado, palpites que o Brasil não pediu e que aqui dentro a mídia vira-lata amplifica, espalha e usa como arma contra o Governo, quem precisa disso numa crise que já tem nossos ingredientes?
O Brasil entrar na OECD é ao fim reforçar forças dentro do País que produzem um mecanismo desagregador do Estado Nacional. Aliás, pelo perfil dos proponentes do ingresso do Brasil na OECD o que pretendem é comprar mais uma camisa-de-força para amarrar um futuro governo nacionalista dentro do “esquemão neoliberal globalista” onde os países são parte de uma engrenagem, o que pode funcionar para países pequenos, mas são incompatíveis com um País das dimensões geopolíticas de um grande Estado continental como é o Brasil.
Nos últimos vinte anos a OECD apontou artilharia pesadíssima contra paraísos fiscais a ponto de demonizá-los e praticamente liquidar com grande numero deles, algo que em nada diminuiu o tráfico, o terrorismo e a evasão fiscal, mas dificulta o movimento de capitais legítimos e a proteção de recursos financeiros de governos, sujeitando todos ao arresto comandado por Estados fortes, como os EUA fizeram com o Irã em 1979 e com a Líbia em 2012. É, na essência, a criação de um sistema de controle financeiro supranacional, visando colocá-lo dentro do arbítrio de uma vasta burocracia comandada por Washington sob o pretexto virtuoso de combater a “lavagem de dinheiro”, expressão que serve para enquadrar qualquer pessoa, empresa ou Estado que o Governo americano queira atingir.
A regra apresentada como causa nobre “combater o tráfico, a corrupção e o terrorismo” serve para desproteger as grandes petroleiras estatais que controlam 91,5% das reservas de petróleo do planeta tornando suas contas bancárias vulneráveis a arrestos e bloqueios comandados pelo Departamento de Justiça, sob o disfarce de uma causa nobre.
O leigo aplaudirá o desmonte dos paraísos fiscais, maior obra até hoje da OECD, mas sob a capa moralista está a submissão de todo dinheiro do mundo ao controle do Departamento do Tesouro dos EUA, através de sua poderosa Divisão Internacional. No passado quando um País enfrentava dificuldades cambiais e corria o risco de arresto e bloqueio de reservas depositadas no exterior, transferia a reserva essencial para importação de comida e matérias primas para a Suíça, para protegê-la de arrestos. O Brasil fez isso em suas moratórias. Hoje isso se tornou impossível porque a OECD conseguiu derrubar os paraísos fiscais suíço, luxemburguês e todos os do Caribe, sempre sob a capa nobre de “combate ao terrorismo, corrupção e tráfico” junto do que foi a legítima proteção de reservas internacionais. Os EUA são campeões nesse mecanismo, arrestando em 1979 US$ 109 bilhões das reservas do Irã que estavam depositadas em Londres, ultrapassando a soberania britânica que covardemente obedeceu as ordens do Departamento do Tesouro, dinheiro esse devolvido 36 anos depois pelo Governo Obama no âmbito do acordo com o Irã.
Até hoje os depósitos do Governo da Líbia na Europa, estimados em US$150 bilhões, estão arrestados, como também foram as reservas do Iraque de Saddam Hussein. Lembrando que a Suíça foi o último refúgio de dinheiro de refugiados europeus na Segunda Guerra, milhares de famílias conseguiram sobreviver e fugir porque conseguiram a proteção suíça para seu recursos financeiros de sobrevivência.
O pedido de ingresso do Brasil, protocolado em 30 de maio de 2017, tem ao que tudo indica o dedo do Ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que vê o Brasil como sócio menor e obediente do clube neoliberal, usando a desbotada desculpa de que ai ficaríamos melhor na foto sendo membro da OECD, os juros para empréstimos ao Brasil cairiam, não há indicação alguma que isso aconteça só porque o Brasil entrou no clube dos ricos, quer dizer que se o Brasil for bonzinho e simpático vão nos cobrar menos, é simplesmente ridículo, são bordões que se lançam no ar para leigos que nada entendem de economia. A Turquia é pais fundador da OECD e paga juros mais altos que o Brasil por razões próprias de sua economia.
Mas o pior que pode acontecer, e parece que é o que está acontecendo, é o Brasil pedir para entrar no clube pedante e ser rejeitado, é o apogeu da humilhação ao mesmo tempo que parece que a Argentina vai ser recebida com tapete vermelho porque sabe se apresentar melhor, afinal o Presidente Macri tem DNA italiano e parece um milanês rico, a Argentina é mais europeizada do que o Brasil tropical e os argentinos sempre se consideraram sub-europeus bem vestidos com aparência de ingleses que falam espanhol.
Além disso, por razões de ajuste ou má gestão, o Brasil tem atrasado sistematicamente o pagamento de seus compromissos com organismos multilaterais, a OECD significa um novo custo estimado em seis e meio milhões de dólares por ano, vamos atrasar também?
A perda de prestigio internacional do Brasil pode levar a uma recusa de seu ingresso na OECD, um vexame diplomático jamais sofrido pelo Brasil e que pode ser colocado na conta da trágica crise do Estado brasileiro causado pela autoflagelação e negação do Pais em nome de causas ao mesmo tempo em que o Estado brasileiro se decompõe na fracionamento de poderes que leva ao desprestigio diplomático de um dos maiores países do mundo.
Pedir para entrar no clube e ser barrado vai custar muito mais caro ao Brasil do que ficar de fora porque não faz questão de entrar, vale para o Country Club e para a OECD.
A maior prova da fragmentação de poderes é o pedido de ingresso na OECD ter partido, como todas as indicações apontam, do núcleo econômico porque acha que com isso o Brasil pagaria menores taxas de juros, uma fantasia. Quando o tema e todas suas implicações dizem respeito ao Estado e dentro deste ao Itamaraty, organismo secular que trata das relações internacionais do Pais, que não podem estar subordinadas a caixeiros de bancos, pessoas que não tem a experiência, o treinamento, a visão estratégica para temas diplomáticos, a entrada na OECD é um assunto de relações internacionais, não é assunto só de economia.
Lembrando que governos anteriores, por boas razões, não pediram ingresso na OECD, porque isso significa o Brasil assumir mais compromissos sem ter ganho algum, mais obrigações, mais custos, sem que se perceba que beneficio terá com tal filiação.
O processo do pedido de ingresso é claro: neoliberais DENTRO do Brasil querem amarar mais o Brasil ao “clube” neoliberal para dificultar os movimentos de qualquer novo governo progressista que assuma aqui, da mesma forma que os neoliberais brasileiros usavam o FMI para lhes dar força no Brasil, os aliados de fora apoiando os neoliberais de dentro, o velho truque de usar o estrangeiro como escudo para atingir objetivos anti-nacionais.
segunda-feira, 19 de março de 2018
Quem
Meu novo artigo:
O brutal assassinato da vereadora Marielle do Rio de Janeiro não tem como responsável o Estado mas exatamente o seu contrário: a ausência do Estado. O Brasil vive um processo de esfrangalhamento das suas instituições fundamentais.
O jornalista brasileiro Pepe Escobar, especialista em geopolítica mundial, diz que o Brasil vive, faz um bom tempo, uma Guerra Híbrida cujo objetivo central é impedir o seu protagonismo como nação continental.
O momento de viragem dessas ações deu-se no processo de impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff, mas já vem de alguns anos, como, por exemplo, as manifestações em 2013 com suas agendas difusas, indefinidas que se assemelharam às “Revoluções Coloridas” árabes que defenestraram a região. Construídas, monitoradas e dirigidas pelos órgãos de Inteligência de grandes potências.
Um dos vetores da Guerra Híbrida é a grande mídia, que já não é jornalismo investigativo mas ideológico, a serviço do capital financeiro, além dos movimentos desestabilizadores nas redes sociais através dos nominados robôs, fartamente conhecidos.
Qualquer País que almeje ser civilizado e, como o Brasil, candidato a player no tabuleiro das grandes nações, precisa de 4 fatores: um Estado forte, a democracia efetiva, consolidada com os poderes institucionais equilibrados, uma indústria dinâmica e competitiva, uma sociedade razoavelmente consciente do seu protagonismo.
Hoje temos uma nação com suas instituições esgarçadas onde predominam os interesses das corporações em detrimento do Estado nação.
Uma sociedade “pilhada” diuturnamente e fake news, onde predomina a pauta de um contra todos e todos contra qualquer um, num tipo de ódio galopante que atinge os setores médios da sociedade.
Uma economia em crise onde áreas estratégicas são abatidas em cumplicidade com grupos internacionais, assim como os direitos trabalhistas. O brutal assassinato da vereadora carioca, com suas repercussões, não há como ser entendido fora desse cenário.
Nesse caso são óbvias 3 perguntas para a elucidação da barbárie: quem, como e por quê. Sabe-se o como, uma brutal execução. Resta saber quem e por quê. Concretamente, nominalmente.
Caso contrário não há justiça, fica a impunidade, além da guerra generalizada de infâmias, preconceitos e calúnias. E a vida da vereadora irremediavelmente perdida.
O brutal assassinato da vereadora Marielle do Rio de Janeiro não tem como responsável o Estado mas exatamente o seu contrário: a ausência do Estado. O Brasil vive um processo de esfrangalhamento das suas instituições fundamentais.
O jornalista brasileiro Pepe Escobar, especialista em geopolítica mundial, diz que o Brasil vive, faz um bom tempo, uma Guerra Híbrida cujo objetivo central é impedir o seu protagonismo como nação continental.
O momento de viragem dessas ações deu-se no processo de impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff, mas já vem de alguns anos, como, por exemplo, as manifestações em 2013 com suas agendas difusas, indefinidas que se assemelharam às “Revoluções Coloridas” árabes que defenestraram a região. Construídas, monitoradas e dirigidas pelos órgãos de Inteligência de grandes potências.
Um dos vetores da Guerra Híbrida é a grande mídia, que já não é jornalismo investigativo mas ideológico, a serviço do capital financeiro, além dos movimentos desestabilizadores nas redes sociais através dos nominados robôs, fartamente conhecidos.
Qualquer País que almeje ser civilizado e, como o Brasil, candidato a player no tabuleiro das grandes nações, precisa de 4 fatores: um Estado forte, a democracia efetiva, consolidada com os poderes institucionais equilibrados, uma indústria dinâmica e competitiva, uma sociedade razoavelmente consciente do seu protagonismo.
Hoje temos uma nação com suas instituições esgarçadas onde predominam os interesses das corporações em detrimento do Estado nação.
Uma sociedade “pilhada” diuturnamente e fake news, onde predomina a pauta de um contra todos e todos contra qualquer um, num tipo de ódio galopante que atinge os setores médios da sociedade.
Uma economia em crise onde áreas estratégicas são abatidas em cumplicidade com grupos internacionais, assim como os direitos trabalhistas. O brutal assassinato da vereadora carioca, com suas repercussões, não há como ser entendido fora desse cenário.
Nesse caso são óbvias 3 perguntas para a elucidação da barbárie: quem, como e por quê. Sabe-se o como, uma brutal execução. Resta saber quem e por quê. Concretamente, nominalmente.
Caso contrário não há justiça, fica a impunidade, além da guerra generalizada de infâmias, preconceitos e calúnias. E a vida da vereadora irremediavelmente perdida.
quinta-feira, 15 de março de 2018
Fadiga
Meu novo artigo:
As eleições italianas mostram, de novo, a insubordinação das sociedades com as consequências das políticas da globalização financeira imposta às nações a partir da virada do segundo milênio.
Durante a maior parte do século XX o processo de internacionalização do capitalismo efetuava-se principalmente na disputa do capital desde os Estados Nações em ferrenha competição pela hegemonia seja das empresas ou mesmo entre os sistemas financeiros, na busca dos espaços internacionais.
No século XXI deu-se um salto no processo de acumulação do sistema financeiro que aumentou o poder global e expandiu-se de forma espetacular o rentismo predador, impulsionado pela revolução tecnológica, a cibernética etc.
Esse fenômeno atingiu tal dimensão que a globalização financeira passou a negar os Estados Nacionais como entraves ao novo modo acumulativo. Tornou-se, para o capital especulativo, vital combater o próprio Estado de todas as formas: financeira, econômica, política e ideológica.
Vendeu-se através da grande mídia global a ideia de formas “elevadas” da sociedade fundadas em uma Nova Ordem mundial.
Foi aí que surgiu o nipo-americano Francis Fukuyama com a sua tese do Fim da História e uma pretensa nova etapa de crescimento econômico contínuo, a ausência de conflitos bélicos, pleno emprego, o fim das fronteiras nacionais e o “cidadão global”. Tudo acompanhado de um formidável bombardeio ideológico e cultural.
Esse mito de laboratório ruiu tanto pela incrível quantidade de guerras regionais pelos continentes como pela ascensão de algumas nações como a China, Rússia etc. e a debacle da “nova economia” deflagrada em 2008, abatendo centenas de milhões de empregos no planeta.
Nasce então uma outra ordem multipolar que confronta a velha “Nova Ordem mundial”. Além disso a globalização financeira e sua governança mundial, constituída com uma falsa cultura e agendas sociais, passa a ser rejeitada dentro das nações, independente de quem sejam os eleitos.
A globalização do rentismo predador mostra grave fadiga de material e vai arrastando consigo forças políticas que a propugnaram ou foram cooptadas. Ressurge a questão nacional, a soberania dos povos, a luta por suas riquezas naturais, os direitos sociais, o patrimônio cultural, os elevados valores universais da humanidade que alardeavam superados.
As eleições italianas mostram, de novo, a insubordinação das sociedades com as consequências das políticas da globalização financeira imposta às nações a partir da virada do segundo milênio.
Durante a maior parte do século XX o processo de internacionalização do capitalismo efetuava-se principalmente na disputa do capital desde os Estados Nações em ferrenha competição pela hegemonia seja das empresas ou mesmo entre os sistemas financeiros, na busca dos espaços internacionais.
No século XXI deu-se um salto no processo de acumulação do sistema financeiro que aumentou o poder global e expandiu-se de forma espetacular o rentismo predador, impulsionado pela revolução tecnológica, a cibernética etc.
Esse fenômeno atingiu tal dimensão que a globalização financeira passou a negar os Estados Nacionais como entraves ao novo modo acumulativo. Tornou-se, para o capital especulativo, vital combater o próprio Estado de todas as formas: financeira, econômica, política e ideológica.
Vendeu-se através da grande mídia global a ideia de formas “elevadas” da sociedade fundadas em uma Nova Ordem mundial.
Foi aí que surgiu o nipo-americano Francis Fukuyama com a sua tese do Fim da História e uma pretensa nova etapa de crescimento econômico contínuo, a ausência de conflitos bélicos, pleno emprego, o fim das fronteiras nacionais e o “cidadão global”. Tudo acompanhado de um formidável bombardeio ideológico e cultural.
Esse mito de laboratório ruiu tanto pela incrível quantidade de guerras regionais pelos continentes como pela ascensão de algumas nações como a China, Rússia etc. e a debacle da “nova economia” deflagrada em 2008, abatendo centenas de milhões de empregos no planeta.
Nasce então uma outra ordem multipolar que confronta a velha “Nova Ordem mundial”. Além disso a globalização financeira e sua governança mundial, constituída com uma falsa cultura e agendas sociais, passa a ser rejeitada dentro das nações, independente de quem sejam os eleitos.
A globalização do rentismo predador mostra grave fadiga de material e vai arrastando consigo forças políticas que a propugnaram ou foram cooptadas. Ressurge a questão nacional, a soberania dos povos, a luta por suas riquezas naturais, os direitos sociais, o patrimônio cultural, os elevados valores universais da humanidade que alardeavam superados.
quarta-feira, 7 de março de 2018
A ditadura
Meu novo artigo:
Ao regime democrático não cabem adjetivações; ou há democracia ou não existe um sistema democrático, no sentido clássico do termo, onde prevaleça o equilíbrio entre os três poderes, executivo, legislativo, judiciário, o respeito fundamental ao livre pacto constitucional, a garantia dos direitos e deveres coletivos e individuais dos cidadãos.
Aqui e em qualquer parte do mundo não existe cidadania ou democracia sem a efetiva soberania nacional.
A soberania de uma nação não é “mais uma agenda” a ser discutida em uma pauta de propostas ou reinvindicações gerais; é o principio base, a pedra fundamental, o alicerce onde repousa o Estado nacional e a sociedade brasileira.
Economia e soberania andam juntas e indissociáveis. O Brasil, como mostram as estatísticas, foi o País, apesar dos pesares, que mais cresceu no planeta entre as décadas de 1950 a 1980 impulsionado pelas Indústrias de Base inauguradas por Getúlio Vargas, em hábil negociação com os EUA durante a 2a Guerra Mundial, preservando a autonomia nacional e territorial do Brasil.
Hoje somos uma democracia formal mas não efetiva. A responsabilidade repousa na abdicação de um projeto estratégico de desenvolvimento em detrimento de um pensamento econômico liberal ultra-ortodoxo, que já não é aplicado em nenhum País de importância no mundo.
A nação vive uma ditadura do pensamento do Mercado. Baixou-se “um édito” interditando o debate dos rumos do País via imposição de brutal hegemonia ideológica na economia, na cultura, fobias gerais, agendas sociais globalitárias, mas que não são de valor universal, negando raízes e identidades próprias.
Isso não seria possível sem a grande mídia e o Mercado. O País é refém de tresloucada agenda ultra-neoliberal que já evidencia saturação e massivas rejeições políticas na Europa e nos EUA.
A capitulação ao sectarismo financista além de tardio reflete o nefasto Temer, o autoritarismo galopante, a desconstrução dos poderes da República, as corporações do Estado que disputam entre si o poder. É, infelizmente, como no filme de comédia “O piloto sumiu”.
O Brasil necessita de um novo pensamento nacional, a construção de ampla frente nacional e social que encare as novas tendências do século XXI em seu conjunto, visando o seu protagonismo solidário, a vocação democrática, inclusiva e soberana.
Ao regime democrático não cabem adjetivações; ou há democracia ou não existe um sistema democrático, no sentido clássico do termo, onde prevaleça o equilíbrio entre os três poderes, executivo, legislativo, judiciário, o respeito fundamental ao livre pacto constitucional, a garantia dos direitos e deveres coletivos e individuais dos cidadãos.
Aqui e em qualquer parte do mundo não existe cidadania ou democracia sem a efetiva soberania nacional.
A soberania de uma nação não é “mais uma agenda” a ser discutida em uma pauta de propostas ou reinvindicações gerais; é o principio base, a pedra fundamental, o alicerce onde repousa o Estado nacional e a sociedade brasileira.
Economia e soberania andam juntas e indissociáveis. O Brasil, como mostram as estatísticas, foi o País, apesar dos pesares, que mais cresceu no planeta entre as décadas de 1950 a 1980 impulsionado pelas Indústrias de Base inauguradas por Getúlio Vargas, em hábil negociação com os EUA durante a 2a Guerra Mundial, preservando a autonomia nacional e territorial do Brasil.
Hoje somos uma democracia formal mas não efetiva. A responsabilidade repousa na abdicação de um projeto estratégico de desenvolvimento em detrimento de um pensamento econômico liberal ultra-ortodoxo, que já não é aplicado em nenhum País de importância no mundo.
A nação vive uma ditadura do pensamento do Mercado. Baixou-se “um édito” interditando o debate dos rumos do País via imposição de brutal hegemonia ideológica na economia, na cultura, fobias gerais, agendas sociais globalitárias, mas que não são de valor universal, negando raízes e identidades próprias.
Isso não seria possível sem a grande mídia e o Mercado. O País é refém de tresloucada agenda ultra-neoliberal que já evidencia saturação e massivas rejeições políticas na Europa e nos EUA.
A capitulação ao sectarismo financista além de tardio reflete o nefasto Temer, o autoritarismo galopante, a desconstrução dos poderes da República, as corporações do Estado que disputam entre si o poder. É, infelizmente, como no filme de comédia “O piloto sumiu”.
O Brasil necessita de um novo pensamento nacional, a construção de ampla frente nacional e social que encare as novas tendências do século XXI em seu conjunto, visando o seu protagonismo solidário, a vocação democrática, inclusiva e soberana.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
As ilusões (neo) liberais
Meu novo artigo:
Ao contrário do senso vulgar da palavra, liberalismo não é ser tolerante e democrata. Porque para se aplicar o liberalismo na vida econômica dos Países é preciso duas coisas fundamentais: destruição do Estado nacional, entrega das suas riquezas financeiras, materiais, muita perseguição contra os que se opuserem à destruição dos direitos trabalhistas e aos patriotas que se insurgem em defesa do País.
Essa é a função do nefasto governo Temer. Aprofundar o avanço do liberalismo no Brasil, que já vem de décadas com a hegemonia do pensamento econômico do Mercado financeiro, dos “financistas” que seguem os cofres de Wall Street.
O liberalismo, neoliberalismo no século XXI, pode ser aplicado de duas maneiras: a autoritária, ortodoxa que age na vida social com base na hegemonia política, financeira, midiática. E conforme a conjuntura mundial, nacional, o neoliberalismo social que significa impor estratégias do Mercado financeiro contra o País, a indústria, agricultura, comércio, a sociedade, através de políticas sociais compensatórias jamais estruturantes.
Porém há a incontornável vida política. Não é preciso ser marxista, militante ou “ativista” para ter como óbvia a frase do líder bolchevique Lenin: “a teoria é a analise concreta da realidade concreta” e suas consequências. O demais é exercício de Academia, que tem seu grande valor.
Política e economia andam juntas como irmãs siamesas. A atividade política é complexa, exige movimentos, acordos, recuos, composições segundo a correlação das forças em disputa pelo poder.
Não há vida fora da política como não existe vida na Lua. Mas é árida essa arte, especialmente com a mídia hegemônica atuando a serviço do Mercado cuja função central é substituir a própria política.
O País vem sendo agredido em seu protagonismo econômico, soberania, atacado pelo Mercado sob a batuta da grande mídia global, que impõe o liberalismo ortodoxo, privatista, antinacional contra a sociedade.
Mas há outra agenda desse Mercado global: a pseudointernacionalista, onde não existe nação, cultura, referências Históricas etc. É o inviável “liberal social progressista neoanarquista” falso cosmopolita e categorias similares. Só ampla união em defesa da nação, democracia, do desenvolvimento, direitos sociais, pode encontrar novos rumos para o Brasil.
Ao contrário do senso vulgar da palavra, liberalismo não é ser tolerante e democrata. Porque para se aplicar o liberalismo na vida econômica dos Países é preciso duas coisas fundamentais: destruição do Estado nacional, entrega das suas riquezas financeiras, materiais, muita perseguição contra os que se opuserem à destruição dos direitos trabalhistas e aos patriotas que se insurgem em defesa do País.
Essa é a função do nefasto governo Temer. Aprofundar o avanço do liberalismo no Brasil, que já vem de décadas com a hegemonia do pensamento econômico do Mercado financeiro, dos “financistas” que seguem os cofres de Wall Street.
O liberalismo, neoliberalismo no século XXI, pode ser aplicado de duas maneiras: a autoritária, ortodoxa que age na vida social com base na hegemonia política, financeira, midiática. E conforme a conjuntura mundial, nacional, o neoliberalismo social que significa impor estratégias do Mercado financeiro contra o País, a indústria, agricultura, comércio, a sociedade, através de políticas sociais compensatórias jamais estruturantes.
Porém há a incontornável vida política. Não é preciso ser marxista, militante ou “ativista” para ter como óbvia a frase do líder bolchevique Lenin: “a teoria é a analise concreta da realidade concreta” e suas consequências. O demais é exercício de Academia, que tem seu grande valor.
Política e economia andam juntas como irmãs siamesas. A atividade política é complexa, exige movimentos, acordos, recuos, composições segundo a correlação das forças em disputa pelo poder.
Não há vida fora da política como não existe vida na Lua. Mas é árida essa arte, especialmente com a mídia hegemônica atuando a serviço do Mercado cuja função central é substituir a própria política.
O País vem sendo agredido em seu protagonismo econômico, soberania, atacado pelo Mercado sob a batuta da grande mídia global, que impõe o liberalismo ortodoxo, privatista, antinacional contra a sociedade.
Mas há outra agenda desse Mercado global: a pseudointernacionalista, onde não existe nação, cultura, referências Históricas etc. É o inviável “liberal social progressista neoanarquista” falso cosmopolita e categorias similares. Só ampla união em defesa da nação, democracia, do desenvolvimento, direitos sociais, pode encontrar novos rumos para o Brasil.
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Pântano
Meu novo artigo:
Se 83% da população carioca deseja a presença das forças armadas para sua proteção é porque não confia na ação da polícia, já que não resolve o problema da segurança ou talvez por contaminação com os bilionários negócios do narcotráfico, e significa que esse é o espírito de pânico da sociedade, inflada pela campanha de terror midiático promovida pela grande mídia hegemônica global.
O comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas, homem de capacidade intelectual, bom senso, prestou depoimento ao Congresso Nacional em 2017 sobre a ocupação das forças armadas no complexo de favelas da Maré, a pedido do governador do Rio, sob as ordens da então presidente Dilma.
Disse Villas Bôas: “Nos 14 meses que lá permaneceram os militares vi crianças, senhoras sob a mira dos soldados que cercavam os narcotraficantes. Estamos em uma sociedade doente. Os militares das forças armadas apontando armas para a população? E depois que saímos o tráfico armado retornou”.
O nefasto Temer, a pedido do acoelhado governador Pezão do Rio decretou intervenção federal, prevista na Constituição, na segurança pública, enviando, de novo, para as favelas cariocas as forças armadas em uma esperta cambalhota política frente à iminente derrota na votação da reforma da Previdência.
As forças armadas hoje são educadas no espírito de respeito à Constituição, ao Estado nacional. Negar-se a cumprir a intervenção é sublevação ou tentativa de golpe como podem achar uns ou outros.
As pesquisas feitas nos Estados da federação atestam que para a sociedade o problema trágico é a segurança pública pelos índices de assaltos e assassinatos ao nível de guerras civis que existem em alguns países, seguido pela saúde, educação, moradia, transportes, emprego.
O Brasil encontra-se com as instituições da República esgarçadas; executivo, legislativo, judiciário numa aguda crise política que já dura 5 anos.
Assaltado pelo Mercado financeiro, privatizações de estatais, quebra dos direitos trabalhistas, dominado por uma mídia global alimentando o ódio estéril, ideológico e histérico de um contra todos, todos contra qualquer um, cevando um pântano fétido.
Vai ficando evidente que esgotou-se um ciclo político no Brasil. É fundamental um novo rumo em defesa da soberania nacional, o desenvolvimento e a democracia. Todas ameaçadas.
Se 83% da população carioca deseja a presença das forças armadas para sua proteção é porque não confia na ação da polícia, já que não resolve o problema da segurança ou talvez por contaminação com os bilionários negócios do narcotráfico, e significa que esse é o espírito de pânico da sociedade, inflada pela campanha de terror midiático promovida pela grande mídia hegemônica global.
O comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas, homem de capacidade intelectual, bom senso, prestou depoimento ao Congresso Nacional em 2017 sobre a ocupação das forças armadas no complexo de favelas da Maré, a pedido do governador do Rio, sob as ordens da então presidente Dilma.
Disse Villas Bôas: “Nos 14 meses que lá permaneceram os militares vi crianças, senhoras sob a mira dos soldados que cercavam os narcotraficantes. Estamos em uma sociedade doente. Os militares das forças armadas apontando armas para a população? E depois que saímos o tráfico armado retornou”.
O nefasto Temer, a pedido do acoelhado governador Pezão do Rio decretou intervenção federal, prevista na Constituição, na segurança pública, enviando, de novo, para as favelas cariocas as forças armadas em uma esperta cambalhota política frente à iminente derrota na votação da reforma da Previdência.
As forças armadas hoje são educadas no espírito de respeito à Constituição, ao Estado nacional. Negar-se a cumprir a intervenção é sublevação ou tentativa de golpe como podem achar uns ou outros.
As pesquisas feitas nos Estados da federação atestam que para a sociedade o problema trágico é a segurança pública pelos índices de assaltos e assassinatos ao nível de guerras civis que existem em alguns países, seguido pela saúde, educação, moradia, transportes, emprego.
O Brasil encontra-se com as instituições da República esgarçadas; executivo, legislativo, judiciário numa aguda crise política que já dura 5 anos.
Assaltado pelo Mercado financeiro, privatizações de estatais, quebra dos direitos trabalhistas, dominado por uma mídia global alimentando o ódio estéril, ideológico e histérico de um contra todos, todos contra qualquer um, cevando um pântano fétido.
Vai ficando evidente que esgotou-se um ciclo político no Brasil. É fundamental um novo rumo em defesa da soberania nacional, o desenvolvimento e a democracia. Todas ameaçadas.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Incrível Huck
Meu novo artigo:
A grande mídia global continua a fazer gato e sapato do Brasil. Constrói narrativas sociais e políticas, o ponto e o contraponto sempre em prol do Mercado financeiro, de uma elite predadora contrária aos interesses do povo e do País.
A marcha batida desse sistema de alianças - grande mídia, especuladores rentistas, grupos internacionais, parcelas de uma elite colonizada - está à vista com a desconstrução da nação.
A implosão das instituições democráticas, direitos sociais, privatização das empresas estatais, o desmonte do parque industrial que já vinha aos frangalhos, ameaças à internacionalização da Amazônia com riqueza calculada em 23 trilhões de dólares.
Uma sociedade marcada pela profunda desigualdade, o crescimento brutal da criminalidade e da violência em todos os níveis e contra todos, além de uma juventude massacrada nas periferias.
Nuca se reivindicou com tanta justeza os direitos das mulheres, das minorias, contra as manifestações de racismo. E no entanto cresceram exponencialmente as manifestações de intolerância, fobias, várias delas importadas de outras formações culturais, antropológicas que, mesmo não sendo as nossas próprias heranças e mazelas já conhecidas, foram internacionalizadas a ferro e fogo pela globalização financeira.
O consumo enlouquecido virou o deus da sociedade na ausência de referências a uma nação de 210 milhões de habitantes, como um continente desgovernado. E em meio a essa tragédia encontra-se a grande mídia, a governança da Nova Ordem mundial.
Assomou uma ideologia padronizando as ideias do capital parasitário, não dos indivíduos e da sociedade. O golpe no Brasil que formalizou a cultura do ódio de um contra todos, todos contra qualquer um, é novela que segue adiante.
Eles não pretendem intermediários. É vital a destruição completa da vida política, das instituições democráticas. Daí que surge o incrível Huck ventríloquo perfeito da grande mídia, do Mercado, abonado por Fernando Henrique Cardoso.
A saída para um golpe tão monstruoso clama em outubro pela união das forças progressistas, democráticas e patrióticas através da luta política. De um novo projeto nacional que reaglutine a sociedade frente à ausência de rumos, à dispersão geral, escabrosos abismos sociais, em defesa do Brasil e do desenvolvimento. É uma corrida contra o tempo.
A grande mídia global continua a fazer gato e sapato do Brasil. Constrói narrativas sociais e políticas, o ponto e o contraponto sempre em prol do Mercado financeiro, de uma elite predadora contrária aos interesses do povo e do País.
A marcha batida desse sistema de alianças - grande mídia, especuladores rentistas, grupos internacionais, parcelas de uma elite colonizada - está à vista com a desconstrução da nação.
A implosão das instituições democráticas, direitos sociais, privatização das empresas estatais, o desmonte do parque industrial que já vinha aos frangalhos, ameaças à internacionalização da Amazônia com riqueza calculada em 23 trilhões de dólares.
Uma sociedade marcada pela profunda desigualdade, o crescimento brutal da criminalidade e da violência em todos os níveis e contra todos, além de uma juventude massacrada nas periferias.
Nuca se reivindicou com tanta justeza os direitos das mulheres, das minorias, contra as manifestações de racismo. E no entanto cresceram exponencialmente as manifestações de intolerância, fobias, várias delas importadas de outras formações culturais, antropológicas que, mesmo não sendo as nossas próprias heranças e mazelas já conhecidas, foram internacionalizadas a ferro e fogo pela globalização financeira.
O consumo enlouquecido virou o deus da sociedade na ausência de referências a uma nação de 210 milhões de habitantes, como um continente desgovernado. E em meio a essa tragédia encontra-se a grande mídia, a governança da Nova Ordem mundial.
Assomou uma ideologia padronizando as ideias do capital parasitário, não dos indivíduos e da sociedade. O golpe no Brasil que formalizou a cultura do ódio de um contra todos, todos contra qualquer um, é novela que segue adiante.
Eles não pretendem intermediários. É vital a destruição completa da vida política, das instituições democráticas. Daí que surge o incrível Huck ventríloquo perfeito da grande mídia, do Mercado, abonado por Fernando Henrique Cardoso.
A saída para um golpe tão monstruoso clama em outubro pela união das forças progressistas, democráticas e patrióticas através da luta política. De um novo projeto nacional que reaglutine a sociedade frente à ausência de rumos, à dispersão geral, escabrosos abismos sociais, em defesa do Brasil e do desenvolvimento. É uma corrida contra o tempo.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Outros tempos
Meu novo artigo:
Em 1963 a comédia norte-americana Deu a Louca no Mundo, em inglês It’s a Mad, Mad, Mad, Mad World do diretor Stanley Kramer foi sucesso de bilheteria no Brasil e em todo o mundo, transformando-se num clássico.
Trata-se de uma história hilária sobre pessoas que ficam sabendo de uma fortuna roubada por gângsteres que sofrem um acidente automobilístico fatal em uma estrada, deixando um mapa do dinheiro enterrado.
Daí que várias pessoas, famílias, indivíduos, policiais, iniciam uma tresloucada corrida, atravessando de carro metade dos EUA para ver quem se apoderaria do butim escondido.
Comparado ao tempo atual é um filme suave, ingênuo como quase tudo da época, mesmo com as sombras da Guerra Fria ameaçando o planeta, os golpes de Estado etc.
Hoje podemos afirmar que a ofensiva insana do rentismo parasitário vem promovendo uma verdadeira epidemia global de loucuras e terror, especialmente após a crise financeira em 2008.
Alguns Países como a China, Rússia, que mantiveram ou reconquistaram a soberania sobre seus interesses nacionais, adequaram-se aos outros desenhos da Nova Ordem mundial, tornaram-se atores de 1a grandeza na emergência do novo cenário geopolítico mundial.
Esses tempos atuais são distintos da bipolarização mundial da Guerra Fria. O País que não é dono do próprio nariz vira refém é da agenda da banca financeira global.
Já nos EUA a candidata Hillary Clinton que representa os interesses dos altos executivos de Wall Street, de grande parte das celebridades do show business, foi derrotada por Donald Trump, um destemperado bilionário eleito pelo americano endividado, sem esperanças, desempregado, casa hipotecada, longe do glamour da vida milionária, dos holofotes de Hollywood. Em séria crise, os EUA fraturaram ao meio.
Porém nesse novo cenário falta um ator que é o quinto maior País do planeta, detém papel geopolítico estratégico, imensas riquezas naturais e aos trancos e barrancos é a sétima economia mundial: o Brasil.
Mas o Brasil foi imobilizado pela hegemonia do capital rentista, a desqualificação e fragmentação do Estado nacional, a ausência de um projeto de desenvolvimento ousado, competitivo, tanto interno como externo. A centralidade do protagonismo geopolítico brasileiro, o desenvolvimento econômico são os desafios incontornáveis que temos pela frente.
Em 1963 a comédia norte-americana Deu a Louca no Mundo, em inglês It’s a Mad, Mad, Mad, Mad World do diretor Stanley Kramer foi sucesso de bilheteria no Brasil e em todo o mundo, transformando-se num clássico.
Trata-se de uma história hilária sobre pessoas que ficam sabendo de uma fortuna roubada por gângsteres que sofrem um acidente automobilístico fatal em uma estrada, deixando um mapa do dinheiro enterrado.
Daí que várias pessoas, famílias, indivíduos, policiais, iniciam uma tresloucada corrida, atravessando de carro metade dos EUA para ver quem se apoderaria do butim escondido.
Comparado ao tempo atual é um filme suave, ingênuo como quase tudo da época, mesmo com as sombras da Guerra Fria ameaçando o planeta, os golpes de Estado etc.
Hoje podemos afirmar que a ofensiva insana do rentismo parasitário vem promovendo uma verdadeira epidemia global de loucuras e terror, especialmente após a crise financeira em 2008.
Alguns Países como a China, Rússia, que mantiveram ou reconquistaram a soberania sobre seus interesses nacionais, adequaram-se aos outros desenhos da Nova Ordem mundial, tornaram-se atores de 1a grandeza na emergência do novo cenário geopolítico mundial.
Esses tempos atuais são distintos da bipolarização mundial da Guerra Fria. O País que não é dono do próprio nariz vira refém é da agenda da banca financeira global.
Já nos EUA a candidata Hillary Clinton que representa os interesses dos altos executivos de Wall Street, de grande parte das celebridades do show business, foi derrotada por Donald Trump, um destemperado bilionário eleito pelo americano endividado, sem esperanças, desempregado, casa hipotecada, longe do glamour da vida milionária, dos holofotes de Hollywood. Em séria crise, os EUA fraturaram ao meio.
Porém nesse novo cenário falta um ator que é o quinto maior País do planeta, detém papel geopolítico estratégico, imensas riquezas naturais e aos trancos e barrancos é a sétima economia mundial: o Brasil.
Mas o Brasil foi imobilizado pela hegemonia do capital rentista, a desqualificação e fragmentação do Estado nacional, a ausência de um projeto de desenvolvimento ousado, competitivo, tanto interno como externo. A centralidade do protagonismo geopolítico brasileiro, o desenvolvimento econômico são os desafios incontornáveis que temos pela frente.
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