quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Batalha decisiva

Meu artigo publicado na Gazeta de Alagoas, no Vermelho, na Tribuna do Sertão, no Tribuna do Agreste, no Santana Oxente e no pcdobalagoas.org.br:



A globalização financeira consagrou-se na década de 90 passada através da imposição da Nova Ordem mundial e com ela a vitória do neoliberalismo, ou até do ultraliberalismo como um sistema, estruturas de uma governança global.

Durante esse tempo foram várias as crises via processo de concentração, centralização do capital financeiro internacional que é o segmento de classe a nadar com largas braçadas durante todo o tempo de exercício hegemônico talvez inigualável na História contemporânea da civilização humana.

Mas tal como o personagem de Gabriel Garcia Márquez, o ultraliberalismo surgiu como uma anciã centenária recém-nascida cujas debilidades sobre a comunidade das nações, indivíduos, apresentaram-se com inigualáveis traços de decrepitude sistêmica.

Passados os anos de euforia das forças retrógradas do capital rentista, de um conjunto minoritário de setores que surfaram nesse sistema, como a grande mídia oligárquica, além da coerção militar, de inteligência, espionagem comandados pelos Estados Unidos ungidos como armada unipolar mundial, a vida mostrou a face da monstruosidade erigida.

A crise capitalista em 2008 originada de uma orgia especulativa em Wall Street cujos bancos ao invés de criminalizados receberam injeções fabulosas de dólares do contribuinte norte-americano, espalhou-se aos países do 1o mundo, em seguida ao planeta.

De crise em crise, guerras de rapina, a humanidade mergulhou em grave estágio de desagregação civilizacional. A violência social, criminalidade, pobreza, preconceitos difusos, ódios múltiplos disseminaram-se como se fossem as bíblicas 7 pragas do Egito.

Com os BRICS iniciou-se uma nova fase em relação à governança mundial em contraponto ao restrito clube das finanças, do poder militar imperial dos EUA.

A ação em curso no Brasil através de forças políticas, grupos econômicos poderosos não pretende consertar equívocos administrativos, econômicos ou institucionais do governo Dilma, mas a capitulação do País aos centros de poder da governança global ultraliberal.
 
Assim, é essencial a luta política firme mas hábil, flexível, na formação de ampla frente democrática, patriótica em defesa da retomada do desenvolvimento econômico, justiça social, na reafirmação do caminho democrático, da legalidade constitucional, da soberania nacional.
 

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